Da série: ACONTECEU COMIGO.
Em 1962 eu tinha 8 anos e gostava muito de freqüentar a agencia de automóveis que meu pai tinha na época.
Naquele sábado a loja estava praticamente vazia (com apenas um Gordini semi-novo cheirando a tinta e um Fusca 1962 verde-garrafa zero km) o Aero-Wyllis do pai estava estacionado lá fora.
Como todo sábado, após o almôço a loja era fechada e acontecia uma reuniãozinha entre amigos, onde o sr. Emydio tocava violão e cantava músicas de Carlos José, e meu pai conversava sobre negócios com o sr. Geraldo “Pancinha”, tudo isso regado a algumas garrafas de White Horse que eu adorava, pois ganhava os micro-cavalos-brancos de plástico que vinham “amarrados” nos gargalos das garrafas do whisky.
Esse senhor que chamavam Geraldo Pancinha, era um vendedor de carros de Muriaé em Minas Gerais, especializado em Impalas (ele só negociava Belairs e Impalas). Quem quería um Impala zerado ou um semi-novo enxuto, fazia contato com o Pancinha que ele conseguía no Rio, em Minas ou em São Paulo. Ele viajava muito, sempre levando ou trazendo Impalas.
Logicamente, esse apelido Pancinha era devido à sua avantajada… pancinha.
Voltando ao início da nossa história, eu estava me divertindo jogando gaivotas de papel (em alguns lugares do Brasil se chamam aviõezinhos) pela loja, quando de repente uma delas caiu na calha de lâmpadas fluorescentes que era sustentada por correntes, de forma que ela (a gaivota) “pousou” suavemente como se eu tivesse planejado aquilo. Achei muito legal “eu ter feito aquele pouso”. Mas o que me trouxe de volta à realidade foi a voz “enrouquecida” do senhor Geraldo falando comigo.
Ele disse:
“- Se você colocar de novo uma outra gaivota na luminária, eu te dou um Rolex de ouro da mina coleção!”
Ah, o sr. Geraldo colecionava relógios Rolex de ouro.
Eu perguntei:
“- Quantas chances o senhor me dá prá eu tentar?”
Ele respondeu:
“-Você pode tentar 100 vezes!”
Uau! Eu, um garoto de 8 anos com um Rolex de ouro só meu…!!!!! Comecei a sonhar com aquilo e me sentindo a criança mais rica do mundo. Talvez eu pudesse comprar um carro de verdade para colocar na garagem lá de casa para usar quando crescesse… talvez eu pudesse comprar 10 bicicletas e 100 autoramas… sei lá, não importavam muito os detalhes, desde que eu me tornasse milionário com aquele relógio (era assim que eu imaginava quem tinha um Rolex, pois o Geraldo Pancinha era muito rico).
98, 99, 100 e nada de conseguir “aterrissar” a bandida da gaivota.
Na tentativa de nº 101 eu consegui repetir o feito. A gaivotinha ficou na calha. Fui correndo até o escritório e entrei triste e falante contando minha decepção:
“- “Seu” Geraldo. Eu consegui colocar a gaivota na “lâmpada”. Só que não foi nas 100 chances como o senhor disse. Foi na 101.”
“- Tá certo, garoto. Vou te dar o relógio. Você mereceu!” Foi a resposta dele.
Eu ainda retruquei, preocupado dele pensar que eu estaría trapaceando:
“ – Mas não foi nas 100 vezes…”
Neste momento meu pai reconhecendo que os cavalos brancos (whiskies) estariam dando coices no cérebro do pançudo Geraldo, tentou dissuadí-lo daquela “exageralda” premiação, mas Pancinha ficou firme e insistiu no “cumprimento da palavra”.
Foi aí que me tornei o feliz proprietário de um lindo exemplar do mais legítimo tesouro que um serzinho humano poderia obter (segundo o meu entendimento na época).
Hoje em dia, quando posso, fico atirando gaivotas de papel na calhas das agências de carros.
Mas não as pouso mais.
... Nem escuto nenhum Geraldo me desafiando a ganhar outros Rolex...
Acho que vou desistir.
Notas da Redação:
O senhor Geraldo faleceu anos depois de acidente de carro voltando para Muriaé ao volante de um Impala (seus Impalas tinham sempre alguns cavalos a mais, e geralmente eram brancos…).
Meu pai após o golpe militar de 1964 não conseguiu mais se levantar financeiramente e em 1978 aos 49 anos foi morar com Deus.
Meu precioso Rolex, foi dado por presente de aniversário a um tio meu, a pedido do meu querido pai, com a intenção de me comprar outro igual em seguida, o que acabou não acontecendo por falta absoluta de condições. Ele, o relógio, não me faz falta, mas ele, o meu pai esse sim faz muita.
Abraços.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
DINHEIRO CURTO?
Dezembro de 2006.
Plazza Shoping Niterói.
Final de noite, quase fechando.
Pessoas cansadas e ansiosas, na interminável fila para pagar o estacionamento (que absurdo ter que pagar estacionamento num lugar onde se freqüenta para gastar dinheiro!!).
Finalmente após longos minutos, chegou a minha vez.
Eu e minha esposa, cansados daquele intenso movimento pré-natalino, e nada satisfeitos em ter que “desembolsar algum”, dos parcos recursos que ainda tínhamos no bolso...
Como eu havia acabado de raspar o finalzinho da grana que restava no banco, 40 Reais para ser bem exato, estava somente com notas de R$10,00.
Olha só a situação:
Plazza Shoping Niterói.
Final de noite, quase fechando.
Pessoas cansadas e ansiosas, na interminável fila para pagar o estacionamento (que absurdo ter que pagar estacionamento num lugar onde se freqüenta para gastar dinheiro!!).
Finalmente após longos minutos, chegou a minha vez.
Eu e minha esposa, cansados daquele intenso movimento pré-natalino, e nada satisfeitos em ter que “desembolsar algum”, dos parcos recursos que ainda tínhamos no bolso...
Como eu havia acabado de raspar o finalzinho da grana que restava no banco, 40 Reais para ser bem exato, estava somente com notas de R$10,00.
Olha só a situação:
EU:
Pego uma nota, coloco sobre o balcão e já vou adiantando:
“Desculpe, mas não tenho menor.”
Moça do Guichê: (mesmo após eu ter adiantado o recado):
_ “O senhor não tem menor, não?”
EU:
_“Não. Infelizmente, só tenho assim, e só tenho mais um pouquinho”.
Moça do Guichê:
_“Vê se o senhor tem nota menor aí”.
(Acho que ela não entendeu, ou não acreditou...)
EU:
_“É conforme eu lhe disse, só to com nota de dez, não tenho menor, não”.
A fila começou a se mover em movimento “peristáltico”, e os zum-zuns começavam a mostrar que os enfileirados estavam com pressa.
Moça do Guichê:
_“Vê aí, se tem menor...”
EU:
Ao mesmo tempo que colocava as outras 3 notas de R$10,00 sobre o balcão, fui dizendo:
_“TÁ TUDO AÍ. AGORA ELES ESTÃO FAZENDO TODAS AS NOTAS DE DEZ, DO MESMO TAMANHO, POR ISSO EU NÃO TENHO MENOR NÃO !”
A moça do guichê ficou zangada comigo, e os caras que estavam atrás de mim se desmanchavam em risos. Teve até uma senhora que disse:
Pego uma nota, coloco sobre o balcão e já vou adiantando:
“Desculpe, mas não tenho menor.”
Moça do Guichê: (mesmo após eu ter adiantado o recado):
_ “O senhor não tem menor, não?”
EU:
_“Não. Infelizmente, só tenho assim, e só tenho mais um pouquinho”.
Moça do Guichê:
_“Vê se o senhor tem nota menor aí”.
(Acho que ela não entendeu, ou não acreditou...)
EU:
_“É conforme eu lhe disse, só to com nota de dez, não tenho menor, não”.
A fila começou a se mover em movimento “peristáltico”, e os zum-zuns começavam a mostrar que os enfileirados estavam com pressa.
Moça do Guichê:
_“Vê aí, se tem menor...”
EU:
Ao mesmo tempo que colocava as outras 3 notas de R$10,00 sobre o balcão, fui dizendo:
_“TÁ TUDO AÍ. AGORA ELES ESTÃO FAZENDO TODAS AS NOTAS DE DEZ, DO MESMO TAMANHO, POR ISSO EU NÃO TENHO MENOR NÃO !”
A moça do guichê ficou zangada comigo, e os caras que estavam atrás de mim se desmanchavam em risos. Teve até uma senhora que disse:
_“ Ainda bem que você tem bom humor...”
(e você acha que eu iria perder uma oportunidade destas de me divertir?)
(e você acha que eu iria perder uma oportunidade destas de me divertir?)
sábado, 7 de abril de 2012
Desafiei o PODER e perdi.
Mas eu presenciei uma seqüência de erros que não consegui engolir.
Uma picape cabine dupla da marca Ford do Departamento de Trânsito da minha cidade, Niterói, parou às 18:25h bem na minha frente para deixar saltar alguém (provavelmente um “carona” ou mesmo um diretor). Só que como o trânsito estava engarrafado em frente à Estação das Barcas (que ligam Niterói à cidade do Rio de Janeiro) o funcionário-motorista acabou parando erradamente SOBRE a faixa de pedestre ao invés de observar a guarda do espaço para o caso do sinal fechar para nós motoristas. Até aí seria um “pequeno erro”.
Só que o sinal fechou e os pedestres começaram a atravessar a rua (normalmente eles vem aos turbilhões, pois saem aos milhares das barcas) pela frente e por trás da picape da SUTRAN.
Foi aí que, a meu ver, aconteceu o grande delito. O motorista ligou então o giroscópio (luzes rotativas) e prosseguiu avançando sobre os pedestres que estavam à frente do veículo (observe que o sinal ainda estava fechado para os veículos). Nisto uma senhora bem idosa e franzina, pulou para não ser atropelada e naquele desespero acabou soltando o guarda-chuvas, que ficou caído na pista.
Assim como eu, diversos motoristas buzinaram muito e alguns até xingaram protestando contra aquele ataque de insensatez de quem justamente deveria ordenar e colaborar para que o trânsito se tornasse seguro para motoristas e pedestres.
Um minuto após a abertura do sinal para nós, alcancei por acaso aquele veículo oficial com 3 ou 4 funcionários dentro, parado e descendo outro ocupante e estiquei o meu braço para o lado de fora com o dedo “acusador” em riste e bradei:
“- EU VÍ, hein! ... EU VÍ !!!”
Sentindo-me “vingado”, continuei tranquilamente minha viagem rotineira até em casa...
... e, 2 meses depois, recebi em casa uma multa por falta de uso de cinto de segurança, com os dados da rua e horário em que eu gritei pra eles que havia testemunhado o quase atropelamento e avanço de sinal.
Cabe aqui a seguinte observação: Jamais coloco o carro em movimento sem estar com o cinto de segurança devidamente afivelado, pois por formação (sou formado em Direção Defensiva e Pilotagem de Competição) sei que ele é (o mínimo) imprescindível à segurança.
Após enviar um texto por e-mail à Diretora da SUTRAN, minha multa foi “suspensa”, mas ainda consta na listagem de cobranças, e a qualquer momento poderá ser ativada.
É! ... Eu pensei que bastasse ser correto para cobrar correção. Mas, hoje sei que não.
Quanta inocência!!
Quem está no PODER, ainda faz o que quer.
Será que isso vai mudar?
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Feliz Natal HOJE!
Porque HOJE é Natal.
Todo dia quando você acorda é Natal.
Todo santo dia deve ser comemorado o nascimento do mais importante homem que já existiu. Cada dia é dia de parar para pensar no que faremos desse novo Natal-dia. Passaremos festejando e oferecendo a mão aos amigos e inimigos? Seremos “bondosos” com cada um que atravessar nosso caminho?
Perdoaremos quem nos tem ofendido e prometeremos não vacilarmos tanto...?
Olharemos para dentro de nós, procurando as falhas no intuito de nos consertarmos?
Abraçaremos o porteiro do nosso prédio, ou apertaremos a mão do entregador de pizza desejando-lhe o máximo de felicidades?
Ficaremos “corados de vergonha” ao olharmos o presépio no meio da sala, lembrando da pureza de Jesus em contraponto à nossa feiúra interior?
Se a cada dia, eu não festejar o Natal.
Se todo santo dia eu não refletir e reagir como faço quando estou com meus amigos e parentes na cerimônia que comemoramos a 25 de dezembro... Eu estarei sendo um grande mentiroso! E minha comemoração não vai agradar de forma nenhuma ao Mestre.
Tomara que a gente aprenda a tempo.
... E comemore todos os dias o verdadeiro sentido do Natal.
Todo dia quando você acorda é Natal.
Todo santo dia deve ser comemorado o nascimento do mais importante homem que já existiu. Cada dia é dia de parar para pensar no que faremos desse novo Natal-dia. Passaremos festejando e oferecendo a mão aos amigos e inimigos? Seremos “bondosos” com cada um que atravessar nosso caminho?
Perdoaremos quem nos tem ofendido e prometeremos não vacilarmos tanto...?
Olharemos para dentro de nós, procurando as falhas no intuito de nos consertarmos?
Abraçaremos o porteiro do nosso prédio, ou apertaremos a mão do entregador de pizza desejando-lhe o máximo de felicidades?
Ficaremos “corados de vergonha” ao olharmos o presépio no meio da sala, lembrando da pureza de Jesus em contraponto à nossa feiúra interior?
Se a cada dia, eu não festejar o Natal.
Se todo santo dia eu não refletir e reagir como faço quando estou com meus amigos e parentes na cerimônia que comemoramos a 25 de dezembro... Eu estarei sendo um grande mentiroso! E minha comemoração não vai agradar de forma nenhuma ao Mestre.
Tomara que a gente aprenda a tempo.
... E comemore todos os dias o verdadeiro sentido do Natal.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Nossa Senhora!!!
Escrito em 30 de abril de 2002
Nossa Senhora!
Não sei prá que eu penso isso. Quanta coisa espalhada... E o choro. Tem neném chorando. Como é grande essa sala!..
Acho que isso aqui é um hospital ou coisa parecida.
E as crianças; como tem criança aqui.
Acho que são mais de quinze.
Como tudo é tão branco. Como as criancinhas dos ricos são tão brancas. Quase dá pra ver por dentro delas. Deve ser a onda da cola, não devem ser tão brancas. E aquela alí ? Aquela mulher é grande. É pra cima dela que eu vou. Mas ela é preta. Não pode ser. Deve ser a enfermeira. Então é isso, gente preta cuidando dos filhos dos brancos.
Peraí. Cadê os ricos desta casa? Ela é a rica? Só pode ser.
- Você, passa todo o dinheiro e jóia, não conversa e pára de ficar me olhando.
- Eu não sou daqui. Sou hóspede.
- Para com essa conversa de religião, eu quero o
dinheiro.
- Já disse, eu não sei onde tem dinheiro.
- E essas criancinhas, são de quem? Vai dizer que não sabe também?
- As crianças são filhas dos donos da casa, eles saíram e eu fiquei com elas para tomar conta.
Eu alí parado me sentindo igual um doido segurando uma pistola apontada pras criancinhas que berravam sem parar.
Como é que casa de rico tem tanto espaço?
Quem fica limpando tudo isso o tempo todo?
Um alarme!
Sirene.
São eles.
Me levaram ... (Nunca apanhei tanto!)
Nossa Senhora!
Não sei prá que eu penso isso. Quanta coisa espalhada... E o choro. Tem neném chorando. Como é grande essa sala!..
Acho que isso aqui é um hospital ou coisa parecida.
E as crianças; como tem criança aqui.
Acho que são mais de quinze.
Como tudo é tão branco. Como as criancinhas dos ricos são tão brancas. Quase dá pra ver por dentro delas. Deve ser a onda da cola, não devem ser tão brancas. E aquela alí ? Aquela mulher é grande. É pra cima dela que eu vou. Mas ela é preta. Não pode ser. Deve ser a enfermeira. Então é isso, gente preta cuidando dos filhos dos brancos.
Peraí. Cadê os ricos desta casa? Ela é a rica? Só pode ser.
- Você, passa todo o dinheiro e jóia, não conversa e pára de ficar me olhando.
- Eu não sou daqui. Sou hóspede.
- Para com essa conversa de religião, eu quero o
dinheiro.
- Já disse, eu não sei onde tem dinheiro.
- E essas criancinhas, são de quem? Vai dizer que não sabe também?
- As crianças são filhas dos donos da casa, eles saíram e eu fiquei com elas para tomar conta.
Eu alí parado me sentindo igual um doido segurando uma pistola apontada pras criancinhas que berravam sem parar.
Como é que casa de rico tem tanto espaço?
Quem fica limpando tudo isso o tempo todo?
Um alarme!
Sirene.
São eles.
Me levaram ... (Nunca apanhei tanto!)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Luzes que Guiam
Da série: ANTIGAS LENDAS QUE EU MESMO INVENTEI.
Muitos e muitos séculos atrás numa época em que não se contavam os tempos, vivia um pescador humilde e muito bondoso chamado Nicolai. Ele acreditava que em algum lugar na imensidão do Universo, existiria "um Pai", que coordenava e dirigia tudo, nos Céus e na Terra.
Naquele tempo as pessoas viviam em pequenos grupos em uma enorme faixa de terra para cada "família".
Fazia sempre muito frio no planeta e cultivar qualquer coisa era bem difícil. Difícil também era se aventurar mar adentro com as frágeis embarcações da época, ainda mais que pela tradição e pela experiência, só se devia pescar à noite, onde frequentemente um pescador "sumia" na imensidão gélida do mar. Isto já tinha acontecido com Nicolai, que diversas vezes não encontrara o caminho de volta para a sua aldeia, senão após alguns dias.
Certa noite, Nicolai como sempre fazia, lançou-se ao mar para sua tarefa costumeira e nem desconfiava do que estava por vir...
Ao chegar ao final da música que cantarolava, que era o recurso utilizado para medição de distância para lançar sua rede, "sem mais nem menos" o mar começou a se agitar como nunca tivera se comportado até aquele momento. Parecia que toda a fúria do mundo estava concentrada alí naquelas gigantescas ondas. Como era de se esperar, Nicolai começou a ficar apavorado e tremendo-se todo, já não de frio mas sim de pavor, Nicolai começou a gritar por socorro.
-"Alguém me ajude! Alguém me ajude!" Gritava o humilde pescador, sem que resposta alguma viesse em retorno.
Após algum tempo (não se pode precisar o quanto), já praticamente exaurido de suas forças e quase desistindo de lutar pela vida, Nicolai pensou assim:
-"Se durante as noites houvesse sinais no mar para me guiar, eu pelo menos enxergaria o caminho de volta e talvez conseguisse escapar da morte que está tentando me levar hoje."
Foi então que "do nada" apareceu-lhe um anjo, que dirigindo-se a ele exclamou:
-"Não tenha medo bom homem, pois seus gritos de "socorro" foram ouvidos nos Céus. E o Pai que você pensa existir, determinou que eu agora mesmo espalhasse não no mar, mas no céu, pequenas partículas reluzentes, que você chamará de "Estrelas". Elas estarão sempre lá e você aprenderá a reconher suas posições e "movimentos". Acabará dando nomes às estrelas e aos grupos de estrelas. Elas servirão de guias para você e para todos os pescadores que viverem depois de você em qualquer lugar da Terra.
Agora anime-se! Recobre suas forças e volte para casa. Já dei ordem ao mar para que se acalme."
E logo amanheceu. E Nicolai voltou para casa sem peixes, mas vivo, e com uma grande história para contar.
Passou o dia exausto, mas por não conseguir "pregar olhos" tratou de restaurar seu barco com ajuda dos parentes, que não cansavam de ouvir vez após outra a história de Nicolai.
Ao chegar a noite daquele dia, Nicolai não pode ir pescar. Não por qualquer outro motivo a não ser o cansaço de muitas horas sem dormir. Mas mesmo assim, ele saiu da sua cabana com seus filhos, irmãos e toda a família, e olhou para o céu.
Não dava pra acreditar! Mas elas estavam lá!!!! As "luzinhas piscantes" arrumadas como que numa ilógica distribuição de espaço, lá estavam.
Todos reconheceram então que a "louca história" do Nicolai era verdadeira. Tudo mudara para eles, que agora teriam referenciais par irem e voltarem das pescarias.
... Também para cada um, ficou marcado na mente e no coração, a existência de um Pai. Que tudo ouve e tudo conhece.
E suas vidas nunca mais foram as mesmas!
.
Muitos e muitos séculos atrás numa época em que não se contavam os tempos, vivia um pescador humilde e muito bondoso chamado Nicolai. Ele acreditava que em algum lugar na imensidão do Universo, existiria "um Pai", que coordenava e dirigia tudo, nos Céus e na Terra.
Naquele tempo as pessoas viviam em pequenos grupos em uma enorme faixa de terra para cada "família".
Fazia sempre muito frio no planeta e cultivar qualquer coisa era bem difícil. Difícil também era se aventurar mar adentro com as frágeis embarcações da época, ainda mais que pela tradição e pela experiência, só se devia pescar à noite, onde frequentemente um pescador "sumia" na imensidão gélida do mar. Isto já tinha acontecido com Nicolai, que diversas vezes não encontrara o caminho de volta para a sua aldeia, senão após alguns dias.
Certa noite, Nicolai como sempre fazia, lançou-se ao mar para sua tarefa costumeira e nem desconfiava do que estava por vir...
Ao chegar ao final da música que cantarolava, que era o recurso utilizado para medição de distância para lançar sua rede, "sem mais nem menos" o mar começou a se agitar como nunca tivera se comportado até aquele momento. Parecia que toda a fúria do mundo estava concentrada alí naquelas gigantescas ondas. Como era de se esperar, Nicolai começou a ficar apavorado e tremendo-se todo, já não de frio mas sim de pavor, Nicolai começou a gritar por socorro.
-"Alguém me ajude! Alguém me ajude!" Gritava o humilde pescador, sem que resposta alguma viesse em retorno.
Após algum tempo (não se pode precisar o quanto), já praticamente exaurido de suas forças e quase desistindo de lutar pela vida, Nicolai pensou assim:
-"Se durante as noites houvesse sinais no mar para me guiar, eu pelo menos enxergaria o caminho de volta e talvez conseguisse escapar da morte que está tentando me levar hoje."
Foi então que "do nada" apareceu-lhe um anjo, que dirigindo-se a ele exclamou:
-"Não tenha medo bom homem, pois seus gritos de "socorro" foram ouvidos nos Céus. E o Pai que você pensa existir, determinou que eu agora mesmo espalhasse não no mar, mas no céu, pequenas partículas reluzentes, que você chamará de "Estrelas". Elas estarão sempre lá e você aprenderá a reconher suas posições e "movimentos". Acabará dando nomes às estrelas e aos grupos de estrelas. Elas servirão de guias para você e para todos os pescadores que viverem depois de você em qualquer lugar da Terra.
Agora anime-se! Recobre suas forças e volte para casa. Já dei ordem ao mar para que se acalme."
E logo amanheceu. E Nicolai voltou para casa sem peixes, mas vivo, e com uma grande história para contar.
Passou o dia exausto, mas por não conseguir "pregar olhos" tratou de restaurar seu barco com ajuda dos parentes, que não cansavam de ouvir vez após outra a história de Nicolai.
Ao chegar a noite daquele dia, Nicolai não pode ir pescar. Não por qualquer outro motivo a não ser o cansaço de muitas horas sem dormir. Mas mesmo assim, ele saiu da sua cabana com seus filhos, irmãos e toda a família, e olhou para o céu.
Não dava pra acreditar! Mas elas estavam lá!!!! As "luzinhas piscantes" arrumadas como que numa ilógica distribuição de espaço, lá estavam.
Todos reconheceram então que a "louca história" do Nicolai era verdadeira. Tudo mudara para eles, que agora teriam referenciais par irem e voltarem das pescarias.
... Também para cada um, ficou marcado na mente e no coração, a existência de um Pai. Que tudo ouve e tudo conhece.
E suas vidas nunca mais foram as mesmas!
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Musicas com Coca-Cola
Puxei pela memória (sentiu o cheiro de queimado aí ?) e lembrei de algumas musicas que citam o refrigerante Coca-Cola. Achei interessante e resolvi compartilhar com os amigos.
Se você lembrar de outra(s), por favor me avise para eu incluir na lista: (blogdocisco@loja.pro.br)
COPIE e COLE:
Lulu Santos:
www.youtube.com/watch?v=FxW_1aslUn8&feature=related
The Beatles:
www.youtube.com/watch?v=YcQGtigeadM&feature=fvst
Caetano Veloso:
www.youtube.com/watch?v=p4srizmb8B4&feature=related
Rita Lee:
www.youtube.com/watch?v=ZFfpQAhU4oE
Tim Maia:
www.youtube.com/watch?v=g5V_k1TImWI
Legião Urbana:
www.youtube.com/watch?v=k-qYu-zRiGM (Araken Caldas me lembrou)
Caetano Veloso:
letras.terra.com.br/marisa-monte/725561/ (Bianca de Freitas me lembrou)
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Se você lembrar de outra(s), por favor me avise para eu incluir na lista: (blogdocisco@loja.pro.br)
COPIE e COLE:
Lulu Santos:
www.youtube.com/watch?v=FxW_1aslUn8&feature=related
The Beatles:
www.youtube.com/watch?v=YcQGtigeadM&feature=fvst
Caetano Veloso:
www.youtube.com/watch?v=p4srizmb8B4&feature=related
Rita Lee:
www.youtube.com/watch?v=ZFfpQAhU4oE
Tim Maia:
www.youtube.com/watch?v=g5V_k1TImWI
Legião Urbana:
www.youtube.com/watch?v=k-qYu-zRiGM (Araken Caldas me lembrou)
Caetano Veloso:
letras.terra.com.br/marisa-monte/725561/ (Bianca de Freitas me lembrou)
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
O "tempo" do barbeiro
Em 1995 resolvi cortar meu cabelo pela primeira vez à máquina.
Fui a um barbeiro aqui perto de casa e pedi a ele que "caprichasse" no corte.
Ele me perguntou como iria ser:
"-Máquina zero, corte mais alto ou corte mais baixo?"
No mesmo momento vi um outro barbeiro com o cabelo no tamanho que eu queria, e apontei dizendo:
"-Do tamanho exato daquele cara ali".
O artista começou sua obra. Muitos zum-zuns nas minhas orelhas depois, a obra estava pronta.
SURPRESAAAAAA!...
Eu estava praticamente careca!
Reclamei:
"-Poxa, a gente combinou que você cortaria igual ao cabelo daquele cara alí, e você me deixou quase careca!"
O doido-sem-noção do barbeiro me respondeu:
"_Ué, há um mes atrás eu cortei o cabelo dele igual ao seu corte de hoje!".
Claro que nunca mais voltei lá. Comprei uma máquina de corte, e até hoje meu cabelo é cortado pela esposa. Bem melhor!
Fui a um barbeiro aqui perto de casa e pedi a ele que "caprichasse" no corte.
Ele me perguntou como iria ser:
"-Máquina zero, corte mais alto ou corte mais baixo?"
No mesmo momento vi um outro barbeiro com o cabelo no tamanho que eu queria, e apontei dizendo:
"-Do tamanho exato daquele cara ali".
O artista começou sua obra. Muitos zum-zuns nas minhas orelhas depois, a obra estava pronta.
SURPRESAAAAAA!...
Eu estava praticamente careca!
Reclamei:
"-Poxa, a gente combinou que você cortaria igual ao cabelo daquele cara alí, e você me deixou quase careca!"
O doido-sem-noção do barbeiro me respondeu:
"_Ué, há um mes atrás eu cortei o cabelo dele igual ao seu corte de hoje!".
Claro que nunca mais voltei lá. Comprei uma máquina de corte, e até hoje meu cabelo é cortado pela esposa. Bem melhor!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Meu Local de Trabalho
Janeiro 2001
Ah esse lugar tão sombrio, frio e insensível, onde passo meus maiores dias.
Lugar que me recebe de portões fechados, cheio de paredes úmidas e muros impuláveis...
Com situações difíceis e encrencas impossíveis.
Quando aprendo a decifrar um enigma, outro lhe sucede cada vez mais complicado.
Parece que meu local de trabalho não gosta de mim. Ele só recebe, na sua maioria, pessoas que vão me imprensar e cobrar atitudes e respostas as quais não posso ter.
De tão aberto e ventilado, me parece o pátio de um manicômio antigo.
De tão fechado e sombrio, me parece o já tão merecido cárcere mental que, repleto de charadas, me faz lembrar um labirinto de tarefas e prioridades como num jogo onde meu futuro e minha própria vida estivessem correndo risco constante.
Quanto suor, quanta arritmia, quantas mãos geladas, soluços presos na garganta. A despeito dos raros momentos de oásis, sofro a percepção de que assim é a vida. Encrencas gigantes, cobranças constantes...
Ah minha vida; ah meu local de trabalho... Como vocês se parecem ! As soluções devem estar lá fora, em algum lugar longe ou perto, mas fora de vocês.
Fora de vocês a solução e o alívio. Um pouco mais adiante de seus muros, o descanso.
Não precisarei mais tentar ser bom. Nem ter que ter soluções para tudo. Poderei descansar e ser eu mesmo.
Quem sabe chegará esse dia ? E nesse dia, quem sabe ?...
Ah esse lugar tão sombrio, frio e insensível, onde passo meus maiores dias.
Lugar que me recebe de portões fechados, cheio de paredes úmidas e muros impuláveis...
Com situações difíceis e encrencas impossíveis.
Quando aprendo a decifrar um enigma, outro lhe sucede cada vez mais complicado.
Parece que meu local de trabalho não gosta de mim. Ele só recebe, na sua maioria, pessoas que vão me imprensar e cobrar atitudes e respostas as quais não posso ter.
De tão aberto e ventilado, me parece o pátio de um manicômio antigo.
De tão fechado e sombrio, me parece o já tão merecido cárcere mental que, repleto de charadas, me faz lembrar um labirinto de tarefas e prioridades como num jogo onde meu futuro e minha própria vida estivessem correndo risco constante.
Quanto suor, quanta arritmia, quantas mãos geladas, soluços presos na garganta. A despeito dos raros momentos de oásis, sofro a percepção de que assim é a vida. Encrencas gigantes, cobranças constantes...
Ah minha vida; ah meu local de trabalho... Como vocês se parecem ! As soluções devem estar lá fora, em algum lugar longe ou perto, mas fora de vocês.
Fora de vocês a solução e o alívio. Um pouco mais adiante de seus muros, o descanso.
Não precisarei mais tentar ser bom. Nem ter que ter soluções para tudo. Poderei descansar e ser eu mesmo.
Quem sabe chegará esse dia ? E nesse dia, quem sabe ?...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
VUVUZELA !
A verdadeira origem da vuvuzela.
Cenário: Continente Africano, meados do século XIV.
Grupos de tribos disputam a soberania do que hoje conhecemos como Botsuana/Namíbia.
Três tribos que antes eram rivais unem-se para enfrentar o inimigo comum que tenta subjulgá-los. Sangrentas batalhas acontecem diariamente. Os povos das três tribos unidas se perguntam todos os dias:
“- Quem poderá zelar por nós, já que mesmo unidos somos tão fracos?...”
De repente o inimigo pára de atacar. Intrigados, os chefes das três tribos menores procuram saber o que está acontecendo e descobrem que o inimigo é de uma região distante e tem medo de elefantes (não existem elefantes na região dos invasores). Eles ouviram um barulho como uma manada de elefantes enfurecidos e fugiram. Continuando a pesquisar, descobriram também que tal ruído não era de elefantes enfurecidos, mas sim de um desafinado instrumento de sopro que o Vuvu, filho do sacerdote, tentava tocar sem sucesso (o Vuvu, queria ser músico, mas não tinha talento para isto. Como ele percebeu que todos aqueles povos seriam massacrados e ele iria morrer, passou a soprar desesperadamente o instrumento para tentar aprender “na marra” antes de partir de vez para o além).
É claro que o Vuvu foi aclamado com herói e teve entre outras regalias e prêmios, o direito de entrar para a escola de música local onde passou a tocar como mestre devido à sua dedicação e esforço. E a partir daquele dia, soldados munidos não de armas, mas de instrumentos de sopro iguais aos de Vuvu, passaram a patrulhar as fronteiras de seus territórios.
...Então, quando alguém naquela parte do mundo tem algum problema e pergunta:
“-Quem poderá zelar por nós...!?”
sempre ouve como resposta:
“-Não tenha medo. Vuvuzela!”
E em nossos dias, o som enfurecido da Vuvuzela é usado para "afugentar" os adversários nas partidas de futebol e passar a mensagem ao time amigo que eles não estão sozinhos, Vuvu zela por eles!!
Cenário: Continente Africano, meados do século XIV.
Grupos de tribos disputam a soberania do que hoje conhecemos como Botsuana/Namíbia.
Três tribos que antes eram rivais unem-se para enfrentar o inimigo comum que tenta subjulgá-los. Sangrentas batalhas acontecem diariamente. Os povos das três tribos unidas se perguntam todos os dias:
“- Quem poderá zelar por nós, já que mesmo unidos somos tão fracos?...”
De repente o inimigo pára de atacar. Intrigados, os chefes das três tribos menores procuram saber o que está acontecendo e descobrem que o inimigo é de uma região distante e tem medo de elefantes (não existem elefantes na região dos invasores). Eles ouviram um barulho como uma manada de elefantes enfurecidos e fugiram. Continuando a pesquisar, descobriram também que tal ruído não era de elefantes enfurecidos, mas sim de um desafinado instrumento de sopro que o Vuvu, filho do sacerdote, tentava tocar sem sucesso (o Vuvu, queria ser músico, mas não tinha talento para isto. Como ele percebeu que todos aqueles povos seriam massacrados e ele iria morrer, passou a soprar desesperadamente o instrumento para tentar aprender “na marra” antes de partir de vez para o além).
É claro que o Vuvu foi aclamado com herói e teve entre outras regalias e prêmios, o direito de entrar para a escola de música local onde passou a tocar como mestre devido à sua dedicação e esforço. E a partir daquele dia, soldados munidos não de armas, mas de instrumentos de sopro iguais aos de Vuvu, passaram a patrulhar as fronteiras de seus territórios.
...Então, quando alguém naquela parte do mundo tem algum problema e pergunta:
“-Quem poderá zelar por nós...!?”
sempre ouve como resposta:
“-Não tenha medo. Vuvuzela!”
E em nossos dias, o som enfurecido da Vuvuzela é usado para "afugentar" os adversários nas partidas de futebol e passar a mensagem ao time amigo que eles não estão sozinhos, Vuvu zela por eles!!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A Arma de Né-Jade
Numa pequena província da pós-Pérsia, vivia uma família numerosa.
Um pai e uma mãe orgulhosos de seus 14 filhos, aos quais por tê-los como jóias, deram nomes de pedras preciosas. Assim um se chamava Ônix, outra Ametista, um deles era chamado Jade... e é exatamente sobre este menino chamado Jade que se refere nossa história.
No início, todos os filhos eram submissos aos pais e aos preceitos morais e religiosos por eles ensinados. Como todo homem de respeito do lugar, eles faziam suas orações, treinavam guerrilhas e odiavam Israel...
Em determinado momento porém, Jade parecia que estava se tornando um “diferente” dos demais. Seus questionamentos científicos e políticos faziam seu pai “coçar a cabeça” em sinal de preocupação, afinal nenhum de seus antepassados até hoje havia tentado mudar “a ordem das coisas”. E assim os anos foram passando e no auge da adolescência, seus pais por se sentirem “envergonhados” pelas tendências progressistas de Jade, resolveram mudar o seu nome para “não-é-Jade” (no Oriente, a prática de mudanças de nomes de acordo com as situações é fato comum).
Assim, todos o conheceriam como não-precioso, ou não-é-Jade
(para os íntimos: NÉ-JADE o rebelde).
Mais tarde, ingressou na política chegando a alcançar o cargo de presidente daquele país.
Ao longo dos anos, sempre fiel às tradições e por acreditar ser o escolhido para aniquilar Israel do mapa, decidiu investir pesado numa arma de destruição em massa. Vem sendo desde então perseguido por vários países, sempre com ameaças de embargo econômico e coisas parecidas. Mas ele sabe ou pelo menos acredita, que conseguirá com o tempo dobrar os infiéis, e lograr êxito nos seus intentos mais profundamente arraigados no coração e na mente...
Assim, ele é assunto no mundo inteiro, o tempo todo. Todos estão comentando sobre a
ARMA de NÉ-JADE.
Não sabemos onde isto tudo irá parar. Mas eu acho, que nos anos 40 a gente já viu um filme bem parecido...
Um pai e uma mãe orgulhosos de seus 14 filhos, aos quais por tê-los como jóias, deram nomes de pedras preciosas. Assim um se chamava Ônix, outra Ametista, um deles era chamado Jade... e é exatamente sobre este menino chamado Jade que se refere nossa história.
No início, todos os filhos eram submissos aos pais e aos preceitos morais e religiosos por eles ensinados. Como todo homem de respeito do lugar, eles faziam suas orações, treinavam guerrilhas e odiavam Israel...
Em determinado momento porém, Jade parecia que estava se tornando um “diferente” dos demais. Seus questionamentos científicos e políticos faziam seu pai “coçar a cabeça” em sinal de preocupação, afinal nenhum de seus antepassados até hoje havia tentado mudar “a ordem das coisas”. E assim os anos foram passando e no auge da adolescência, seus pais por se sentirem “envergonhados” pelas tendências progressistas de Jade, resolveram mudar o seu nome para “não-é-Jade” (no Oriente, a prática de mudanças de nomes de acordo com as situações é fato comum).
Assim, todos o conheceriam como não-precioso, ou não-é-Jade
(para os íntimos: NÉ-JADE o rebelde).
Mais tarde, ingressou na política chegando a alcançar o cargo de presidente daquele país.
Ao longo dos anos, sempre fiel às tradições e por acreditar ser o escolhido para aniquilar Israel do mapa, decidiu investir pesado numa arma de destruição em massa. Vem sendo desde então perseguido por vários países, sempre com ameaças de embargo econômico e coisas parecidas. Mas ele sabe ou pelo menos acredita, que conseguirá com o tempo dobrar os infiéis, e lograr êxito nos seus intentos mais profundamente arraigados no coração e na mente...
Assim, ele é assunto no mundo inteiro, o tempo todo. Todos estão comentando sobre a
ARMA de NÉ-JADE.
Não sabemos onde isto tudo irá parar. Mas eu acho, que nos anos 40 a gente já viu um filme bem parecido...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
TESTAMENTO
Testamento, 16/07/02
Para o meu cachorro, deixo um lápis, uma borracha, meus óculos de leitura e seu próprio travesseiro malcheiroso.
Para meu professor, deixo a caixa de lápis de cor importada, e o esquadro de plástico.
Para minha vizinha, deixo a campainha nova que ela tanto gosta de tocar.
Para meu patrão, deixo uma lupa para procurar erros.
Para minha sogra o telefone da cozinha pelo qual ela tanto chama.
Para meus funcionários, deixo meus elogios.
Para o frentista do posto de gasolina, deixo R$ 1,00, que ele tanto gosta.
Para a telefonista, um alô.
Para os repórteres do Jornal Nacional, o meu Boa Noite.
Para meus amigos, as lembranças.
Para meus inimigos, a incerteza do reencontro.
Para meus credores, meu sinto muito.
Para quem agradei, meu muito obrigado.
Para quem desagradei, danem-se.
Para quem dei prejuízo, desculpas.
Para quem me roubou, façam bom proveito.
... e vamos por aí a fora...
Para o meu cachorro, deixo um lápis, uma borracha, meus óculos de leitura e seu próprio travesseiro malcheiroso.
Para meu professor, deixo a caixa de lápis de cor importada, e o esquadro de plástico.
Para minha vizinha, deixo a campainha nova que ela tanto gosta de tocar.
Para meu patrão, deixo uma lupa para procurar erros.
Para minha sogra o telefone da cozinha pelo qual ela tanto chama.
Para meus funcionários, deixo meus elogios.
Para o frentista do posto de gasolina, deixo R$ 1,00, que ele tanto gosta.
Para a telefonista, um alô.
Para os repórteres do Jornal Nacional, o meu Boa Noite.
Para meus amigos, as lembranças.
Para meus inimigos, a incerteza do reencontro.
Para meus credores, meu sinto muito.
Para quem agradei, meu muito obrigado.
Para quem desagradei, danem-se.
Para quem dei prejuízo, desculpas.
Para quem me roubou, façam bom proveito.
... e vamos por aí a fora...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Parabéns Pedrão!!
Hoje não é apenas um outro dia.
É comemorado o nascimento do Pedrão.
Ele também não é um cara qualquer...
Trabalha como se estivesse se divertindo; pedala como se sua vida dependesse disto; acredita em Deus como se repirasse fé (eu acho até que ele respira fé...)
Abraço, grande garoto!
A gente se vê...
É comemorado o nascimento do Pedrão.
Ele também não é um cara qualquer...
Trabalha como se estivesse se divertindo; pedala como se sua vida dependesse disto; acredita em Deus como se repirasse fé (eu acho até que ele respira fé...)
Abraço, grande garoto!
A gente se vê...
sábado, 20 de março de 2010
Impressionante !
* O garoto perguntou ao pai:
“- Como é Deus ?”
O velho pediu ao filho alguns dias para responder. Depois
de uma semana, arriscou uma resposta, mesmo achando que
o menino não fosse entender.
“- Meu filho, Deus é grande demais para eu poder defini-
lo. É forte demais, para alguém vencê-lo. Meu filho, é muito
difícil para seu pai descrevê-lo”.
Então o garoto depois de pensar por alguns instantes
resolveu dizer para seu pai:
“- Pai. Deus então deve ser igual a um sol, que ninguém
consegue impedir que apareça, e gosta de iluminar todo mundo.
E só não recebe sua luz, que se esconde dela.”
. . . O pai ficou impressionado.
(Eu ficaria).
“- Como é Deus ?”
O velho pediu ao filho alguns dias para responder. Depois
de uma semana, arriscou uma resposta, mesmo achando que
o menino não fosse entender.
“- Meu filho, Deus é grande demais para eu poder defini-
lo. É forte demais, para alguém vencê-lo. Meu filho, é muito
difícil para seu pai descrevê-lo”.
Então o garoto depois de pensar por alguns instantes
resolveu dizer para seu pai:
“- Pai. Deus então deve ser igual a um sol, que ninguém
consegue impedir que apareça, e gosta de iluminar todo mundo.
E só não recebe sua luz, que se esconde dela.”
. . . O pai ficou impressionado.
(Eu ficaria).
terça-feira, 2 de março de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O Meu e o Seu...
Década de 60.
"Doe Ouro Para o Bem do Brasil". Muitas famílias doaram seus ouros. O Brasil iria pagar a dívida externa.
PAGOU?
Década de 80. Foi criado o "empréstimo compulsório dos combustíveis" que livraria o País das más estradas e outras coisas, e depois seria devolvido com juros. Guardei meus comprovantes de abastecimentos.
Aí, o Governo disse que ficava sem efeito a devolução porque o povo deixou de guardar os comprovantes. E aproveitou para englobar no custo dos combustíveis a diferença daquele valor.
Onde devo colocar meus comprovantes de abastecimentos? Cadê meu dinheiro de volta com juros?
CPMF. Paguei durante anos, o imposto para ajudar a acabar com a falta de recursos para a Saúde, e acreditei estar ajudando aos meus compatriotas...
Quem sabe para onde foi aquela enxurrada de dinheiro?? Cadê minha parte de volta?
Agora suas excelências governamentais estão enviando milhões de dólares do nosso dinheiro para socorrer países estrangeiros... Tenho dó dos haitianos. Jamais iria querer que tal tragédia tivesse ocorrido. Mas o dinheiro dos impostos dos brasileiros, deveria resolver os problemas dos brasileiros, e não ser enviado sem consulta, à estrangeiros... Quem quiser particularmente cooperar, tudo bem. Mas não pegar dinheiro meu e seu para fazer média iternacional!
Dá para acreditar que a coisa vai mudar?
"Doe Ouro Para o Bem do Brasil". Muitas famílias doaram seus ouros. O Brasil iria pagar a dívida externa.
PAGOU?
Década de 80. Foi criado o "empréstimo compulsório dos combustíveis" que livraria o País das más estradas e outras coisas, e depois seria devolvido com juros. Guardei meus comprovantes de abastecimentos.
Aí, o Governo disse que ficava sem efeito a devolução porque o povo deixou de guardar os comprovantes. E aproveitou para englobar no custo dos combustíveis a diferença daquele valor.
Onde devo colocar meus comprovantes de abastecimentos? Cadê meu dinheiro de volta com juros?
CPMF. Paguei durante anos, o imposto para ajudar a acabar com a falta de recursos para a Saúde, e acreditei estar ajudando aos meus compatriotas...
Quem sabe para onde foi aquela enxurrada de dinheiro?? Cadê minha parte de volta?
Agora suas excelências governamentais estão enviando milhões de dólares do nosso dinheiro para socorrer países estrangeiros... Tenho dó dos haitianos. Jamais iria querer que tal tragédia tivesse ocorrido. Mas o dinheiro dos impostos dos brasileiros, deveria resolver os problemas dos brasileiros, e não ser enviado sem consulta, à estrangeiros... Quem quiser particularmente cooperar, tudo bem. Mas não pegar dinheiro meu e seu para fazer média iternacional!
Dá para acreditar que a coisa vai mudar?
domingo, 17 de janeiro de 2010
Como diz o "velho ditado"...
Tem um ditado antigo que diz: "Quem espera sempre alcança".
E nem só de guerras e invasões vive o Império Romano Moderno.
Ajuda humanitária e parcerias, também constam no "cardápio" do Tio Sam.
Há pouquíssimos anos quando a ONU se propôs a ajudar a pacificar o Haiti, a galera local resistiu à presença norte-americana nas sua terras. Politicamente para o Brasil, foi um "achado", porque se iniciava no mundo todo, uma era pró-brasiliana-eles-tem-muito-petróleo-muita-água-doce-muita-reserva-para-ser-internacionalizada (ganhamos a sede da copa, olimpíadas... compramos avião francês 3º lugar no ranking da Aeronáutica, permitimos bases francesas na Amazônia no mesmo pacote... etc etc).
Mas voltando à vudulândia (Haiti), hoje o que se vê é um comando norte-americano em cada fase e local de ajuda. Comando no espaço aéreo, comando nas buscas aos sobreviventes, na distribuição de alimentos... e estão pedindo para os seus poderes serem ampliados para implantação do "toque de recolher".
Êh organização organizada! Eles esperam e atuam em cada oportunidade possível nos 5 continentes.
No meio da calamidade estrondosa em que se encontra o país, o chefe máximo se dirige a Obama e diz 3 vezes: -"Muito obrigado, muito obrigado e muito obrigado".
Lembrei-me de São Pedro negando Jesus 3 vezes.
Os feiosos de ontem, são os salvadores de hoje e sabe-se-lá-o-quê de amanhã.
Tenho certeza que existe um plano pronto (há anos) para salvar Cuba de alguma catástrofe parecida... Fazer o quê, né? É assim que as coisas funcionam.
Aos poucos, o cenário vem sendo montado no mundo para o "Grande Final". Faltam algumas coisas para chegar esse dia. Mas de uma hora pra outra, tudo poderá acontecer.
E nem só de guerras e invasões vive o Império Romano Moderno.
Ajuda humanitária e parcerias, também constam no "cardápio" do Tio Sam.
Há pouquíssimos anos quando a ONU se propôs a ajudar a pacificar o Haiti, a galera local resistiu à presença norte-americana nas sua terras. Politicamente para o Brasil, foi um "achado", porque se iniciava no mundo todo, uma era pró-brasiliana-eles-tem-muito-petróleo-muita-água-doce-muita-reserva-para-ser-internacionalizada (ganhamos a sede da copa, olimpíadas... compramos avião francês 3º lugar no ranking da Aeronáutica, permitimos bases francesas na Amazônia no mesmo pacote... etc etc).
Mas voltando à vudulândia (Haiti), hoje o que se vê é um comando norte-americano em cada fase e local de ajuda. Comando no espaço aéreo, comando nas buscas aos sobreviventes, na distribuição de alimentos... e estão pedindo para os seus poderes serem ampliados para implantação do "toque de recolher".
Êh organização organizada! Eles esperam e atuam em cada oportunidade possível nos 5 continentes.
No meio da calamidade estrondosa em que se encontra o país, o chefe máximo se dirige a Obama e diz 3 vezes: -"Muito obrigado, muito obrigado e muito obrigado".
Lembrei-me de São Pedro negando Jesus 3 vezes.
Os feiosos de ontem, são os salvadores de hoje e sabe-se-lá-o-quê de amanhã.
Tenho certeza que existe um plano pronto (há anos) para salvar Cuba de alguma catástrofe parecida... Fazer o quê, né? É assim que as coisas funcionam.
Aos poucos, o cenário vem sendo montado no mundo para o "Grande Final". Faltam algumas coisas para chegar esse dia. Mas de uma hora pra outra, tudo poderá acontecer.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
OBESO

Você sabe de onde veio o termo OBESO?
Em 1718, na França dos Czares, uma senhora perguntou à sua sobrinha se ela namoraria um camponês gorducho. A sobrinha respondeu que SIM, desde que gostasse dele.
Então, por curiosidade ou querendo fazer a menina desistir, perguntou se ela (a sobrinha) beijaria o tal camponês gordo, ao que ela prontamente respondeu:
“- Se eu gostá dele, ô beso!”...
Daí este fato correu a Europa como aceitação da gordura.
E hoje o termo OBESO (traduzido do Greco-Russo para o Nirlandez) faz parte do nosso vocabulário e significa, “além do peso estipulado”.
sábado, 19 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
O Pai, O Filho e o Espírito Santo
Graças a Deus pelo meu filho.
Tenho reaprendido a existência de Deus através dele.
Explico uma dessas "aulas".
Talvez por causa das muitas decepções com os humanos, talvez pelo cansaço de tentar reiniciar sempre a minha busca pelas oportunidades que nunca chegam. Ou quem sabe ainda por ver o sofrimento relatado nos telejornais, as guerras, os acidentes, as mortes com sofrimento ou não... Ou ainda, pela soma de todas estas coisas (nunca saberei ao certo), passei a ter uma "imagem" de Deus, como de um velhinho muito sabido, descansando num trono no Céu, e se divertindo às nossas custas. Como quem se diverte assitindo a uma interessante peça de teatro... Só que aqui, os atores sofrem e morrem de verdade.
Eu nunca disse isto tão claramente a ninguém. Talvez por medo de expressar um sentimento tão pecaminoso.
... Mas aí num dia desses, nem sei "por que cargas d'água", eu disse assim ao meu filho:
- " Deus que é tão poderoso, poderia criar com o simples pensamento, uma "máquina de guerra" que acabasse de vez com o diabo. Aí a gente não precisaria ter essa luta toda na vida..."
Para meu espanto, ele (o filho) me veio com a seguinte resposta:
-" Deus não faz máquinas de destruição. Ele quer que a gente participe da criação das coisas, inclusive das soluções. Não fomos feitos robôs, mas seres com livre arbítrio, para escolhermos o lado certo e construirmos o caminho".
Uau, essa me derrubou!
... E não é que faz sentido?!
Só pode ter sido o Espírito Santo que revelou isto a ele. Só pode ter sido...
Tenho reaprendido a existência de Deus através dele.
Explico uma dessas "aulas".
Talvez por causa das muitas decepções com os humanos, talvez pelo cansaço de tentar reiniciar sempre a minha busca pelas oportunidades que nunca chegam. Ou quem sabe ainda por ver o sofrimento relatado nos telejornais, as guerras, os acidentes, as mortes com sofrimento ou não... Ou ainda, pela soma de todas estas coisas (nunca saberei ao certo), passei a ter uma "imagem" de Deus, como de um velhinho muito sabido, descansando num trono no Céu, e se divertindo às nossas custas. Como quem se diverte assitindo a uma interessante peça de teatro... Só que aqui, os atores sofrem e morrem de verdade.
Eu nunca disse isto tão claramente a ninguém. Talvez por medo de expressar um sentimento tão pecaminoso.
... Mas aí num dia desses, nem sei "por que cargas d'água", eu disse assim ao meu filho:
- " Deus que é tão poderoso, poderia criar com o simples pensamento, uma "máquina de guerra" que acabasse de vez com o diabo. Aí a gente não precisaria ter essa luta toda na vida..."
Para meu espanto, ele (o filho) me veio com a seguinte resposta:
-" Deus não faz máquinas de destruição. Ele quer que a gente participe da criação das coisas, inclusive das soluções. Não fomos feitos robôs, mas seres com livre arbítrio, para escolhermos o lado certo e construirmos o caminho".
Uau, essa me derrubou!
... E não é que faz sentido?!
Só pode ter sido o Espírito Santo que revelou isto a ele. Só pode ter sido...
Quarenta e sete centavos
Num belo dia (nem me lembro se tão belo assim), parando o carro num sinal vermelho próximo ao Rink, observo que vem vindo o velhinho pedinte "costumeiro" daquela área.
Já viciado na "pedida", ele repete o chavão de sempre:
"- Dá uma ajudinha", enquanto chacoalha as raras moedas que arrecadou (ou pelo menos parte delas).
De saco cheio de "ter que dar ajudinha" a cada ser que me aborda pelos 25 sinais-vermelhos-de-cada-dia, me caiu um raio na cabeça e um saca-rolhas gigante parece estar se movendo na minha cabeça.
Meio que enraivecido por aquela obrigação de salvar o mundo, que os mais-pobres-que-eu pensam que tenho, só por estar a bordo de um simples Gol 95 (quase 100% doado), acabei deixando meu malvado lado tenebroso falar por mim...
"-Me dá uma ajudinha por quê? Por que eu tenho que te dar uma ajudinha? Ajudinha coisa nenhuma!!" Exclamei quase engasgando na lava vulcânica que parecia escorrer da boca.
Aí o velho pedinte me surpreendeu, apontando para as minhas moedinhas que estavam sobre o painel do carro (e que eu nem havia percebido):
"Aê. Você tem essas moedinhas aí. Me dá elas pra mim".
Senti que minha fúria aumentou, a ponto de sentir uma quentura "menopáusica" percorrer todo o meu corpo e não contendo a resposta que me veio à boca, e exclamei:
"Essas moedinhas não dão nem pra eu botar gasolina. Me dá você o seu dinheiro. Por que eu que tenho que te ajudar? Me ajuda aí você!".
O velho sem perder a pose, esticou devagar a mão na minha direção e enquanto derramava as moedinhas na minha mão desacostumada, disse:
"Tá bom. Se você precisa, leva aí..."
E foi assim que "tomei" 47 centavos do velho.
Sempre que conto esta passagem, provoco risos ou descrença. Embora esta história seja real, como todas as outras que relato, nunca havia percebido o possível desdobramento dela.
Talvez não tenha sido um "gênio do mal" o inspirador daquela minha atitude. Hoje penso, que pode ter sido uma centelha Divina que me fez ter aquela atitude.
Se eu fosse um velho pedinte, desrespeitado e massacrado pela vida e suas agruras... Sempre colocado de lado, um verdadeiro "ninguém" para o mundo, para a família...
Será que ser igualado a outro ser humano, mais rico (sim, porque muita gente pensa que quem dirige um Gol 95 é rico, principalmente se for um mendigo), mais "limpinho" e cheio de moedinhas, que ao invés de "ter pra dar" era mais necessitado do que eu, e eu tivesse a oportunidade de abrir minha mão e despejar a féria do meu dia para ajudá-lo; sentir que havia sido útil, salvador e necessário, não me faria parar para repensar minha existência?...
Talvez a gente nunca saiba.
Talvez algum dia, eu deixe o Golzinho com o velho e passe a fazer "coleta de donativos" naquele sinal do Rink. Quem sabe aí eu consiga saber de verdade o que se passa na cabeça (e no bolso e no estômago) do velho.
Já viciado na "pedida", ele repete o chavão de sempre:
"- Dá uma ajudinha", enquanto chacoalha as raras moedas que arrecadou (ou pelo menos parte delas).
De saco cheio de "ter que dar ajudinha" a cada ser que me aborda pelos 25 sinais-vermelhos-de-cada-dia, me caiu um raio na cabeça e um saca-rolhas gigante parece estar se movendo na minha cabeça.
Meio que enraivecido por aquela obrigação de salvar o mundo, que os mais-pobres-que-eu pensam que tenho, só por estar a bordo de um simples Gol 95 (quase 100% doado), acabei deixando meu malvado lado tenebroso falar por mim...
"-Me dá uma ajudinha por quê? Por que eu tenho que te dar uma ajudinha? Ajudinha coisa nenhuma!!" Exclamei quase engasgando na lava vulcânica que parecia escorrer da boca.
Aí o velho pedinte me surpreendeu, apontando para as minhas moedinhas que estavam sobre o painel do carro (e que eu nem havia percebido):
"Aê. Você tem essas moedinhas aí. Me dá elas pra mim".
Senti que minha fúria aumentou, a ponto de sentir uma quentura "menopáusica" percorrer todo o meu corpo e não contendo a resposta que me veio à boca, e exclamei:
"Essas moedinhas não dão nem pra eu botar gasolina. Me dá você o seu dinheiro. Por que eu que tenho que te ajudar? Me ajuda aí você!".
O velho sem perder a pose, esticou devagar a mão na minha direção e enquanto derramava as moedinhas na minha mão desacostumada, disse:
"Tá bom. Se você precisa, leva aí..."
E foi assim que "tomei" 47 centavos do velho.
Sempre que conto esta passagem, provoco risos ou descrença. Embora esta história seja real, como todas as outras que relato, nunca havia percebido o possível desdobramento dela.
Talvez não tenha sido um "gênio do mal" o inspirador daquela minha atitude. Hoje penso, que pode ter sido uma centelha Divina que me fez ter aquela atitude.
Se eu fosse um velho pedinte, desrespeitado e massacrado pela vida e suas agruras... Sempre colocado de lado, um verdadeiro "ninguém" para o mundo, para a família...
Será que ser igualado a outro ser humano, mais rico (sim, porque muita gente pensa que quem dirige um Gol 95 é rico, principalmente se for um mendigo), mais "limpinho" e cheio de moedinhas, que ao invés de "ter pra dar" era mais necessitado do que eu, e eu tivesse a oportunidade de abrir minha mão e despejar a féria do meu dia para ajudá-lo; sentir que havia sido útil, salvador e necessário, não me faria parar para repensar minha existência?...
Talvez a gente nunca saiba.
Talvez algum dia, eu deixe o Golzinho com o velho e passe a fazer "coleta de donativos" naquele sinal do Rink. Quem sabe aí eu consiga saber de verdade o que se passa na cabeça (e no bolso e no estômago) do velho.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Barata Tonta Disse ao Rei (29/07/2002)
- “Hei Majestade, chega de me cansar!”
Disse o rei à barata:
- “O que hei de fazer então, se mais nada há para fazer ?”
- “Ora, vá tratar de seus compromissos”, respondeu a “inseta”.
-
- “Pôxa barata, qualé. Vou ficar tonto com tanta coisa prá cuidar. É muito mais divertido ficar correndo atrás de você com esta vassoura. Afinal é meu direito, não é daqui do palácio que você se alimenta ?”
-
- “Qual nada ó rei cê tá por fora. Essa correria da vassoura é exercício prá eu ganhar fôlego. Essa corrida toda é fachada. Eu vivo mesmo é de negócios escusos.”
- “Minha vida verdadeira é bem diferente destas brincadeirinhas de fingir que Sua Majestade está me alcançando. Eu brigo muito, eu dou um duro danado prá sobreviver no mundo lá fora. Dizendo assim, ninguém acredita, mas eu trabalho na venda de insumos no câmbio negro. Negócios escusos, meu caro rei, negócios escusos...
Eu levo para os porões das masmorras, as lesmas que crescem nos pães bolorentos que Sua Majestade deixa levarem para os quase mortos de fome que lá sobrevivem. Estas lesmas são enxertadas ainda no momento da descida das escadas, dentro das sacolas dos serviçais. Para “não verem o que se passa”, eles recebem por empréstimo de um dia, as chaves do ante-quarto que existe entre o seu quarto de dormir e os lavabos reais. Lá existe uma portinhola, de onde podem espiar sem serem vistos, as cenas e as conversas mais íntimas que Sua Majestade tem com sua rainha. Para eles é o paraíso. Para mim, apenas mais uma etapa do meu negócio. Uma vez implantadas as lesmas nos pães já bolorentos, estas se multiplicam com a rapidez de uma ninhada de coelhos, o que torna intragável tais comidas mesmo para os mais famintos.
... Aí, é que entra minha equipe de confiança. Membros de minha equipe pegam da padaria real, pedaços roídos dos melhores quitutes e os carregam ainda em migalhas para o ôco central, que nada mais é do que um vão suficientemente grande para caberem minhas oitenta e quatro parceiras entre a parede das escadarias que levam aos porões, e o próprio forno da padaria real. Uma vez lá dentro, entram em ação nossos técnicos em remoldagem, os Louva-a-Deus, que recompõem através de sua arte escultural com suas salivas, com exatidão quase perfeita cada alimento que é levado desmontado para o ôco central, os quais são repassados aos entregadores, os camundongos que os fazem chegar ao seu destino final, nossos fregueses moribundos das masmorras reais. Uma vez de posse de algum alimento, eles podem prorrogar um pouquinho mais as suas vidas, e negociarem com os guardas (que até hoje não sabem como entram comidas “limpas” nas masmorras), algumas regalias como prostitutas de baixa categoria e bebidas. Nas Mulheres não temos participação nos lucros, mas nas fartas sobras de vinho é que estão nossa maior fonte de renda.
Um dia eu te explico ó rei, um dia eu te explico,
... Sua Majestade ... "
.
Disse o rei à barata:
- “O que hei de fazer então, se mais nada há para fazer ?”
- “Ora, vá tratar de seus compromissos”, respondeu a “inseta”.
-
- “Pôxa barata, qualé. Vou ficar tonto com tanta coisa prá cuidar. É muito mais divertido ficar correndo atrás de você com esta vassoura. Afinal é meu direito, não é daqui do palácio que você se alimenta ?”
-
- “Qual nada ó rei cê tá por fora. Essa correria da vassoura é exercício prá eu ganhar fôlego. Essa corrida toda é fachada. Eu vivo mesmo é de negócios escusos.”
- “Minha vida verdadeira é bem diferente destas brincadeirinhas de fingir que Sua Majestade está me alcançando. Eu brigo muito, eu dou um duro danado prá sobreviver no mundo lá fora. Dizendo assim, ninguém acredita, mas eu trabalho na venda de insumos no câmbio negro. Negócios escusos, meu caro rei, negócios escusos...
Eu levo para os porões das masmorras, as lesmas que crescem nos pães bolorentos que Sua Majestade deixa levarem para os quase mortos de fome que lá sobrevivem. Estas lesmas são enxertadas ainda no momento da descida das escadas, dentro das sacolas dos serviçais. Para “não verem o que se passa”, eles recebem por empréstimo de um dia, as chaves do ante-quarto que existe entre o seu quarto de dormir e os lavabos reais. Lá existe uma portinhola, de onde podem espiar sem serem vistos, as cenas e as conversas mais íntimas que Sua Majestade tem com sua rainha. Para eles é o paraíso. Para mim, apenas mais uma etapa do meu negócio. Uma vez implantadas as lesmas nos pães já bolorentos, estas se multiplicam com a rapidez de uma ninhada de coelhos, o que torna intragável tais comidas mesmo para os mais famintos.
... Aí, é que entra minha equipe de confiança. Membros de minha equipe pegam da padaria real, pedaços roídos dos melhores quitutes e os carregam ainda em migalhas para o ôco central, que nada mais é do que um vão suficientemente grande para caberem minhas oitenta e quatro parceiras entre a parede das escadarias que levam aos porões, e o próprio forno da padaria real. Uma vez lá dentro, entram em ação nossos técnicos em remoldagem, os Louva-a-Deus, que recompõem através de sua arte escultural com suas salivas, com exatidão quase perfeita cada alimento que é levado desmontado para o ôco central, os quais são repassados aos entregadores, os camundongos que os fazem chegar ao seu destino final, nossos fregueses moribundos das masmorras reais. Uma vez de posse de algum alimento, eles podem prorrogar um pouquinho mais as suas vidas, e negociarem com os guardas (que até hoje não sabem como entram comidas “limpas” nas masmorras), algumas regalias como prostitutas de baixa categoria e bebidas. Nas Mulheres não temos participação nos lucros, mas nas fartas sobras de vinho é que estão nossa maior fonte de renda.
Um dia eu te explico ó rei, um dia eu te explico,
... Sua Majestade ... "
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Birra (15/06/2001)
Birra que não é bier.
Birra que não é cerveja em outro idioma.
É não ir, e ficar. Morrendo de vontade de ir, mas ficar.
...Só de birra.
É não aceitar o último pedaço, morrendo de fome.
É recusar a última chance, deixar passar a última bóia de salvação. Isto é birra.
É não negociar com Deus, mesmo sabendo que Ele pode até estar certo.
É não dizer que sim, não dizer seu nome, só prá contrariar. Só de birra.
Birra é assim. Birra é burra.
É inconseqüente, é inconsciente.
Assim é birra.
Birra.
Birra é... para alguns é vida. É não desistir até o último fôlego.
Viver ? Só de birra!
Quem disse que vou me render ? Vão Ter que me engolir, alguns dizem.
Quem disse que engolir é preciso ?
Só é preciso ter birra.
Ainda que birra burra. Mas... ...
Alô . Você ainda está aí ? Quanta paciência...!!!
(Quem se importa ?)
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terça-feira, 9 de junho de 2009
Para "Minha" Esposa e "Meu" Filho
As perguntas foram extraídas de um texto da Madre Tereza de Calcutá e as respostas são minhas.
O DIA MAIS BELO: O dia em que você nasceu.
A COISA MAIS FÁCIL: Morrer (ou pior: Desistir)
O MAIOR OBSTÁCULO: O Monte Everest (ou, quebra-molas).
O MAIOR ÊRRO: Pensar que 2+2 = 5 (em relação às situações e/ou pessoas).
A RAIZ DE TODOS OS MALES: Prestar atenção à vida alheia (e amar o dinheiro).
A DISTRAÇÃO MAIS BELA: Observar você sorrindo (e/ou um carro na pista).
A PIOR DERROTA: Desistir de lutar .
OS MELHORES PROFESSORES: Meus êrros e Meus fracassos.
A PRIMEIRA NECESSIDADE: Dinheiro pra gasolina.
O QUE TRAZ FELICIDADE: Você por perto (e estar no cockpit).
O PIOR DEFEITO: Pensar que não os tenho.
A PESSOA MAIS PERIGOSA: EU, quando sem limites.
O PIOR SENTIMENTO: Auto-piedade.
O PRESENTE MAIS BELO: Ouvir você dizer que está feliz.
O MAIS IMPRESCINDÍVEL: Deus no coração.
A ROTA MAIS RÁPIDA: Utilizar bem as zebras (e, A Verdade).
A SENSAÇÃO MAIS AGRADÁVEL: Vencer ou ajudar a vencer.
A MAIOR PROTEÇÃO EFETIVA: Luvas, capacete...(ou camisinha).
O MAIOR REMÉDIO: Água para quem tem sede.
A MAIOR SATISFAÇÃO: A cura.
A FORÇA MAIS POTENTE DO MUNDO: 1.000 Fábricas de Viagra.
AS PESSOAS MAIS NECESSÁRIAS: Minha família e os mecânicos.
A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS: A pureza de uma criança.
Autor Quase Desconhecido.
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O DIA MAIS BELO: O dia em que você nasceu.
A COISA MAIS FÁCIL: Morrer (ou pior: Desistir)
O MAIOR OBSTÁCULO: O Monte Everest (ou, quebra-molas).
O MAIOR ÊRRO: Pensar que 2+2 = 5 (em relação às situações e/ou pessoas).
A RAIZ DE TODOS OS MALES: Prestar atenção à vida alheia (e amar o dinheiro).
A DISTRAÇÃO MAIS BELA: Observar você sorrindo (e/ou um carro na pista).
A PIOR DERROTA: Desistir de lutar .
OS MELHORES PROFESSORES: Meus êrros e Meus fracassos.
A PRIMEIRA NECESSIDADE: Dinheiro pra gasolina.
O QUE TRAZ FELICIDADE: Você por perto (e estar no cockpit).
O PIOR DEFEITO: Pensar que não os tenho.
A PESSOA MAIS PERIGOSA: EU, quando sem limites.
O PIOR SENTIMENTO: Auto-piedade.
O PRESENTE MAIS BELO: Ouvir você dizer que está feliz.
O MAIS IMPRESCINDÍVEL: Deus no coração.
A ROTA MAIS RÁPIDA: Utilizar bem as zebras (e, A Verdade).
A SENSAÇÃO MAIS AGRADÁVEL: Vencer ou ajudar a vencer.
A MAIOR PROTEÇÃO EFETIVA: Luvas, capacete...(ou camisinha).
O MAIOR REMÉDIO: Água para quem tem sede.
A MAIOR SATISFAÇÃO: A cura.
A FORÇA MAIS POTENTE DO MUNDO: 1.000 Fábricas de Viagra.
AS PESSOAS MAIS NECESSÁRIAS: Minha família e os mecânicos.
A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS: A pureza de uma criança.
Autor Quase Desconhecido.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
BINGO !
14/02/03
Bingo ! Acertei na mosca (tadinha da mosca).
Bingo ! Meu milésimo gol.
Bingo ! Mais uma na caçapa...
Bingo ! Meu palpite estava certo.
Bingo !
... Não me lembro de ter gritado bingo. Nem ao menos a um Bingo fui.
Bingo.
Quando eu for rico, todo dia irei ao Bingo.
Rico adora Bingo. Rico adora é grana...
E também, se eu for rico, talvez nem queira ficar gritando Bingooo.
E se eu quiser, posso ficar gritando Bingo em casa.
Mesmo que eu more sozinho (rico tem dessas manias), posso ficar gritando Bingo o dia todo: BINGO, BINGO, BINGO, MIL VEZES BINGO !!!!
Mas por enquanto, enquanto eu não sou rico nem tenho riqueza para ir ao Bingo, acho que vou comprar um cachorro.
Vou dar a ele o nome de Bingo; e aí chamá-lo o dia inteiro: BINGO, BINGÔÔ, Ô B iiiii NGO !
Bingo venha cá. Bingo almoça. Bingo não faz xixi na sala. Bingo isso, Bingo aquilo.
Ah, que saco !
Tô cheio desse Bingo. Não agüento mais chamar esse nome: Bin... Quase que eu disse.
Prá mim chega!
Vou vender, vender não. Vou dar esse cachorro. Ou então rifá-lo.
Mas e se alguém ganhar a rifa e gritar BINGO!!!?
...Eu mato o cara! (ou mordo o cão).
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Bingo ! Acertei na mosca (tadinha da mosca).
Bingo ! Meu milésimo gol.
Bingo ! Mais uma na caçapa...
Bingo ! Meu palpite estava certo.
Bingo !
... Não me lembro de ter gritado bingo. Nem ao menos a um Bingo fui.
Bingo.
Quando eu for rico, todo dia irei ao Bingo.
Rico adora Bingo. Rico adora é grana...
E também, se eu for rico, talvez nem queira ficar gritando Bingooo.
E se eu quiser, posso ficar gritando Bingo em casa.
Mesmo que eu more sozinho (rico tem dessas manias), posso ficar gritando Bingo o dia todo: BINGO, BINGO, BINGO, MIL VEZES BINGO !!!!
Mas por enquanto, enquanto eu não sou rico nem tenho riqueza para ir ao Bingo, acho que vou comprar um cachorro.
Vou dar a ele o nome de Bingo; e aí chamá-lo o dia inteiro: BINGO, BINGÔÔ, Ô B iiiii NGO !
Bingo venha cá. Bingo almoça. Bingo não faz xixi na sala. Bingo isso, Bingo aquilo.
Ah, que saco !
Tô cheio desse Bingo. Não agüento mais chamar esse nome: Bin... Quase que eu disse.
Prá mim chega!
Vou vender, vender não. Vou dar esse cachorro. Ou então rifá-lo.
Mas e se alguém ganhar a rifa e gritar BINGO!!!?
...Eu mato o cara! (ou mordo o cão).
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
A Mirabolante Massa Elaborante
Dados armazenados + sons ouvidos + visões + conceitos + pensamentos livres + atitudes pensadas + atitudes não-pensadas + meditação perceptiva + meditação perceptiva deturpada de conceitos ou compreensões + etc etc etc...
Massa Elaborante.
Pensante, concluinte. Inexplicavelmente viva.
Próxima ao que poderemos chamar de proximidade da semelhança de Deus.
Imperfeitos seres criados-criados para serem senhores.
Pequenos manda-chuvas.
Por bem pouco não somos deuses (está escrito).
Que estranho poder pensante, pensativo, criativo, escolhedor, reflexivo, inventivo...
Massa criada para ser harmoniosa com o resto do corpo. Para fazer bem ao corpo e a todos os corpos.
E a todas as massas.
Massa pensante. Nos leva pra cima e nos joga no chão. Nos mostra a saída e às vezes diz: Não!
Massa.
Massa sem corpo, sem forma, vazia.
Matéria prima para a criação de um novo Universo.
Na minha cabeça um novo Universo.Trilhões de anos-luz, na minha cabeça.
Na minha massa....
Cinzenta.
Pensante...
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Massa Elaborante.
Pensante, concluinte. Inexplicavelmente viva.
Próxima ao que poderemos chamar de proximidade da semelhança de Deus.
Imperfeitos seres criados-criados para serem senhores.
Pequenos manda-chuvas.
Por bem pouco não somos deuses (está escrito).
Que estranho poder pensante, pensativo, criativo, escolhedor, reflexivo, inventivo...
Massa criada para ser harmoniosa com o resto do corpo. Para fazer bem ao corpo e a todos os corpos.
E a todas as massas.
Massa pensante. Nos leva pra cima e nos joga no chão. Nos mostra a saída e às vezes diz: Não!
Massa.
Massa sem corpo, sem forma, vazia.
Matéria prima para a criação de um novo Universo.
Na minha cabeça um novo Universo.Trilhões de anos-luz, na minha cabeça.
Na minha massa....
Cinzenta.
Pensante...
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domingo, 24 de maio de 2009
Grande Saul!
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